Diários de Uma Feminista. Tecnologia do Blogger.

Legalização do aborto é questão de saúde pública, não de opinião pessoal de quem faria ou não um aborto




Sempre que o assunto é legalização do aborto aparece gente dizendo ''Não acho correto o aborto... Hoje existem tantos métodos contraceptivos... blablabla sou a favor da vida...''. Simples, é a favor da vida? Cuide da sua, meu anjo. Ah, e desde quando aborto precisa ser legalizado para virar método contraceptivo? Do que adianta chorar método contraceptivo quando a pessoa já está grávida e não quer mais estar? Legalização do aborto é questão de saúde pública, não de opinião pessoal de quem faria ou não um aborto. Mulheres gestantes estão morrendo em clínicas clandestinas e nós não podemos ignorar isso com esse discurso falacioso de que basta se prevenir para não engravidar sendo que nenhum anticoncepcional é 100% eficaz, que muitas mulheres não podem usar e que muitos machos não usam camisinha porque não querem e deixam toda a responsabilidade em cima das parceiras. 

Mandar alguém usar contracepção só é útil quando a pessoa não está grávida. Aliás, sempre lembrando que métodos contraceptivos FALHAM. Logo, aborto precisa ser legalizado porque a prática criminalizada está MATANDO mulheres/cis (e pessoas trans gestantes), sobretudo as pobres que não têm condições nem de pagar por um aborto clandestino, porém seguro, imagina se teriam condições de pagar por uma futura vida. Ricas abortam, vocês querendo ou não. Pobres morrem. A frase já começa errada com "Eu acho". Não ache nada, apenas não faça em VOCÊ.




Ser contra a LEGALIZAÇÃO do aborto NÃO é ser pró-vida, é ser anti-escolha, é ser a favor que mulheres/cis gestantes (e pessoas trans, designadas como mulheres ao nascerem, gestantes) morram em açougues.

É anti-escolha porque acha que a pessoa gestante deve ser forçada a levar até o fim uma gravidez indesejada, isto é, ter um bebê (que só é bebê depois de passar por um PROCESSO de gestação) contra a sua vontade.

É anti-escolha porque acredita que o governo deve ser autorizado a intervir e ditar se alguém pode obter PARA SI PRÓPRIO um procedimento médico seguro/legal ou não.

É anti-escolha porque acredita que as pessoas não devem ter total controle sobre seus próprios corpos.

"E o corpo do bebê?????"

Zigotos, amontoado de células, blastócitos ou embrião (este, em até determinado estágio de desenvolvimento) NÃO são seres sencientes, organismos individualizados, muito menos, bebês.

É ''engraçado'' quando os "pró-vidas" vulgo anti-escolhas dizem a uma mulher/cis (ou a uma pessoa trans designada como sendo mulher ao nascer) que ela está sendo egoísta por querer/fazer um aborto (e matar uma "life") quando eles são os únicos que querem despojar os direitos da pessoa gestante sobre o próprio corpo e forçá-la a estar grávida, PRETERINDO sua vida a um ser NÃO-senciente por causa de suas opiniões e crenças.


Termos mais adequados que você pode usar no lugar do "Pró-vida" com a galera conservadora anti-legalização do aborto:

1. Anti-escolha.
2. Nascimento Pró-forçado.
3. Anti-qualidade-de-vida.
4. Pró-punir as pessoas grávidas.
5. As pessoas que priorizam seres NÃO-sencientes, não autônomos, sobre as pessoas que já vivem.
5. As últimas pessoas que deveriam estar escrevendo leis sobre direitos reprodutivos.





Lizandra Souza.

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