Diários de Uma Feminista. Tecnologia do Blogger.

Negar o protagonismo da pessoa oprimida é dar voz (e mais poder) ao seu opressor.


Você percebe que vive numa sociedade que "naturaliza" os preconceitos quando:

1. Brancos DECIDEM o que é racismo e o que é o ''vitimismo'' da pessoa negra.
2. Héteros DECIDEM o que é homo/bi/lesbo/acefobia e o que é o ''vitimismo'' da pessoa não-hétero.
3. Cis DECIDEM o que é transfobia e o que é o ''vitimismo'' da pessoa trans.
4. Homens cis/héteros DECIDEM o que é feminismo e o que é o ''vitimismo'' da mulher que luta contra a opressão de gênero.
5. Magros DECIDEM o que é gordofobia e o que é o ''vitimismo'' da pessoa gorda que luta contra os padrões estéticos opressores.

Quer dizer que se o opressor ou pessoa pertencente a uma classe ou grupo opressor não "concorda" com determinado ato discriminatório, este passa a ser "vitimismo"? É invenção do oprimido? É por que ele quer aparecer como vítima?

Se você não sofre com determinado tipo de preconceito você não pode dizer que é "vitimismo" a reação de algum oprimido pertencente a uma classe e/ou grupo discriminado - do qual você não pertence - porque você não vivencia o mesmo que ele!

Quer apoiar uma luta/causa/movimento?

Ótimo, mas não esqueça: não silencie quem precisa de voz, de liberdade, de apoio.


Lizandra Souza.

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Feminismo é a ideia radical de que mulheres são gente!